E se a procrastinação não for preguiça?
“Não consigo fazer isto agora... Vou ver só mais um vídeo primeiro.”
“Só mais cinco minutinhos no telemóvel e começo!”
“É melhor esperar até sentir mais motivação.”
“Não vale a pena começar agora. Amanhã penso nisto.”
E se esta procrastinação for mais do que um “simples” adiar de tarefas?
E se esta parte de si que procrastina estiver a tentar protegê-lo/a de sentir algo difícil?
A procrastinação pode ser uma forma de:
- Evitar o medo de falhar
- Evitar crítica interna
- Escapar à pressão do “perfeccionismo”
- Não entrar em contacto com o medo de ser insuficiente
- Exaustão emocional
Em vez de se julgar por procrastinar, tente questionar-se:
“O que é que esta minha parte pode estar a tentar proteger?”
A procrastinação, na verdade, pode ser uma parte de si a tentar protegê-lo/a de algo mais doloroso: medo, vergonha, crítica…
Comece por observar quando a procrastinação aparece e tente questionar-se mais sobre ela. A transformação começa com a escuta interna. Experimente olhar com curiosidade para esta parte de si, em vez de criticar:
- Quando é que esta minha parte que procrastina surge?
- O que é que esta parte teme que possa acontecer se eu terminar a tarefa? Ou durante a execução da tarefa? Ou mesmo, após já ter terminado?
- Do que é que esta parte precisa para se sentir mais segura?
Talvez a procrastinação não seja o problema, mas sim um sintoma.
Já tentou conversar com esta parte de si?










